A compaixão pelos animais está tão intimamente ligada à bondade de caráter que se pode afirmar com segurança que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.Arthur Schopenhauer

Arthur Schopenhauer

Contexto

Schopenhauer escreveu essa frase em seu ensaio 'Sobre a Ética', parte de 'Parerga e Paralipomena' (1851). O filósofo alemão dedicou vários textos à questão da moralidade e da compaixão, defendendo que a base da ética está na capacidade de sentir o sofrimento alheio, incluindo o dos animais.

Interpretação

A frase afirma que a forma como tratamos os animais revela nosso caráter moral. Para Schopenhauer, a crueldade contra seres sencientes é incompatível com a verdadeira bondade, pois a compaixão é a raiz da moralidade. Quem maltrata animais demonstra falta de empatia e, portanto, não pode ser considerado uma pessoa genuinamente boa.

Aplicação

No dia a dia, podemos aplicar essa ideia refletindo sobre nossas atitudes em relação aos animais: evitar produtos de origem cruel, denunciar maus-tratos, adotar em vez de comprar e ensinar crianças a respeitar todas as formas de vida. Também serve como um alerta para não julgar a bondade apenas por ações humanas, mas pela forma como tratamos os mais vulneráveis.

Curiosidade

Schopenhauer era tão apaixonado por animais que tinha um cachorro chamado Atma (alma, em sânscrito) e dizia que quem maltrata animais não pode ser confiável. Ele chegou a deixar parte de sua herança para instituições de proteção animal, algo raríssimo em sua época.

A compaixão pelos animais está tão intimamente ligada à bondade de caráter que se pode afirmar com segurança que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.