A vida não tem sentido a priori, porque Deus não existe. É o homem que dá sentido à vida. — Jean-Paul Sartre

— Jean-Paul Sartre

Contexto

A frase sintetiza o cerne do existencialismo ateu de Sartre, desenvolvido em obras como 'O Ser e o Nada' (1943) e na conferência 'O Existencialismo é um Humanismo' (1946). Nela, ele parte da premissa de que, sem um criador divino, não há uma essência ou propósito pré-definido para a humanidade.

Interpretação

Sartre afirma que a existência precede a essência: primeiro existimos, depois nos definimos. Como não há um Deus para dar um sentido pronto, o ser humano está condenado a ser livre e totalmente responsável por criar seus próprios valores e significados.

Aplicação

No dia a dia, isso significa assumir a autoria da própria vida: em vez de esperar um destino ou uma autoridade externa para dizer o que fazer, você escolhe seus projetos, assume riscos e arca com as consequências. Cada decisão sua constrói quem você é.

Curiosidade

Sartre cunhou o termo 'má-fé' para descrever a atitude de quem finge não ser livre, culpando Deus, a natureza ou as circunstâncias. Ele próprio viveu essa liberdade radical: recusou o Prêmio Nobel de Literatura em 1964, alegando que não queria se transformar em uma instituição.

A vida não tem sentido a priori, porque Deus não existe. É o homem que dá sentido à vida.