O que a informação consome é a atenção do receptor. Portanto, a pobreza de informação cria uma pobreza de atenção. — Herbert A. Simon
“O que a informação consome é a atenção do receptor. Portanto, a pobreza de informação cria uma pobreza de atenção.”
Contexto
Herbert A. Simon foi um economista e cientista cognitivo que cunhou o termo 'economia da atenção' em 1971, em um artigo chamado 'Designing Organizations for an Information-Rich World'. A frase aparece nesse texto, onde ele argumenta que, em um mundo com abundância de informação, o recurso escasso passa a ser a atenção humana.
Interpretação
A frase mostra que a informação não é um recurso ilimitado: ela consome a atenção de quem a recebe. Assim, quando há excesso de informação, a atenção se torna escassa; e quando falta informação relevante, a atenção também é pobre, pois não há estímulos significativos para direcioná-la.
Aplicação
No dia a dia, isso significa escolher conscientemente onde colocar sua atenção. Evite o bombardeio de notificações e conteúdos irrelevantes, que consomem sua atenção sem retorno. Ao mesmo tempo, busque fontes de informação de qualidade, pois sem elas sua capacidade de atenção fica empobrecida e dispersa.
Curiosidade
Simon previu, décadas antes das redes sociais, que o excesso de informação criaria uma 'pobreza de atenção'. Hoje, seu conceito é central para entender o funcionamento das plataformas digitais e da economia da atenção. Ele ganhou o Nobel de Economia em 1978 por suas pesquisas sobre a racionalidade limitada, que também envolvem a atenção como recurso cognitivo finito.
